Baleia azul
Balaenoptera musculus
biology
À nascença, as baleias-azuis medem cerca de 7 a 7,5 m e pesam perto de 3000 kg. São os maiores animais que alguma vez existiram na Terra. No hemisfério norte, os adultos atingem normalmente 24–27 m (com recordes acima dos 33 m no hemisfério sul). Pesam entre 100 e 120 toneladas, e indivíduos excecionais chegam às 190 toneladas. Têm 260 a 400 barbas pretas de cada lado, cada uma com cerca de 1 m. A sua esperança de vida está estimada em 80 a 90 anos ou mais.
O corpo é de um belo cinzento-azulado mosqueado e parece água-marinha viva quando visto através da água. Este padrão de manchas é único em cada baleia, como uma impressão digital, e permite a fotoidentificação. Antigamente, os marinheiros chamavam-lhes «barrigas de enxofre», porque o ventre pode parecer amarelado em águas frias devido à acumulação de diatomáceas microscópicas. Vista de cima, a cabeça é larga e em forma de U (como um arco gótico), com uma única crista longitudinal. Tem 55 a 88 pregas ventrais que vão até ao umbigo. A barbatana dorsal é minúscula (apenas cerca de 33 cm de altura) e fica muito atrás; raramente se vê ao mesmo tempo que os espiráculos. O sopro é espetacular: uma coluna vertical e estreita que pode chegar aos 9–12 m de altura.
As baleias-azuis alimentam-se quase exclusivamente de krill, consumindo até 4 toneladas por dia na época de alimentação. A barbatana caudal é grande e larga e, embora por vezes a levantem ao mergulhar, normalmente emerge num ângulo baixo. Apesar de serem geralmente solitárias, veem-se por vezes em pequenos grupos ou na companhia de outros rorquais, como a baleia-comum.
O corpo é de um belo cinzento-azulado mosqueado e parece água-marinha viva quando visto através da água. Este padrão de manchas é único em cada baleia, como uma impressão digital, e permite a fotoidentificação. Antigamente, os marinheiros chamavam-lhes «barrigas de enxofre», porque o ventre pode parecer amarelado em águas frias devido à acumulação de diatomáceas microscópicas. Vista de cima, a cabeça é larga e em forma de U (como um arco gótico), com uma única crista longitudinal. Tem 55 a 88 pregas ventrais que vão até ao umbigo. A barbatana dorsal é minúscula (apenas cerca de 33 cm de altura) e fica muito atrás; raramente se vê ao mesmo tempo que os espiráculos. O sopro é espetacular: uma coluna vertical e estreita que pode chegar aos 9–12 m de altura.
As baleias-azuis alimentam-se quase exclusivamente de krill, consumindo até 4 toneladas por dia na época de alimentação. A barbatana caudal é grande e larga e, embora por vezes a levantem ao mergulhar, normalmente emerge num ângulo baixo. Apesar de serem geralmente solitárias, veem-se por vezes em pequenos grupos ou na companhia de outros rorquais, como a baleia-comum.
observation
A baleia-azul é uma espécie de vasta distribuição, presente em todos os oceanos. Nos Açores, é um dos pontos altos da primavera. Pode ser confundida com a baleia-comum, mas a pigmentação mosqueada e a cabeça claramente em U da baleia-azul são diferenças decisivas. Além disso, a baleia-comum tem uma barbatana dorsal bem maior e mais visível.
Os avistamentos nos Açores mudaram muito: antes registados em apenas 5% das saídas, desde 2014 a baleia-azul é avistada em 16% das saídas do Espaço Talassa. Este aumento deve-se provavelmente a uma recuperação da população do Atlântico Norte ou a uma alteração das rotas migratórias que a aproxima da costa sul do Pico. Os avistamentos começam normalmente em março e vão até junho, com o pico em abril e maio.
Os avistamentos nos Açores mudaram muito: antes registados em apenas 5% das saídas, desde 2014 a baleia-azul é avistada em 16% das saídas do Espaço Talassa. Este aumento deve-se provavelmente a uma recuperação da população do Atlântico Norte ou a uma alteração das rotas migratórias que a aproxima da costa sul do Pico. Os avistamentos começam normalmente em março e vão até junho, com o pico em abril e maio.
names
PT: Baleia-azul
AÇORES: Baleia-azul (Nota: localmente usa-se por vezes «Finbeque», mas a espécie costuma ser chamada pelo seu nome próprio)
ENG: Blue whale
FR: Baleine bleue
DE: Blauwal
IT: Balenottera azzurra
ESP: Ballena azul
NL: Blauwe vinvis
AÇORES: Baleia-azul (Nota: localmente usa-se por vezes «Finbeque», mas a espécie costuma ser chamada pelo seu nome próprio)
ENG: Blue whale
FR: Baleine bleue
DE: Blauwal
IT: Balenottera azzurra
ESP: Ballena azul
NL: Blauwe vinvis
Nome científico
Balaenoptera musculus
Descoberta
Linnaeus, 1758